quinta-feira, 30 de agosto de 2012

É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendida, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um RECOMEÇO. Sempre. 

domingo, 26 de agosto de 2012

Definitivo.


Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. 

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. 
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. 
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. 
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz. 
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!! 
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do 
sofrimento,perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional...


Drummond

sábado, 25 de agosto de 2012

 "Que seja doce o seu cheiro. Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio. Que seja doce o seu modo de andar, de sentir, de demonstrar afeto. Que sejam doces suas expressões faciais, até o levantar de sobrancelha. Que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado. Que seja doce a ausência do meu medo. Que seja doce o seu abraço. Que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão. Que seja doce… Quem quer que seja, mas esteja!"

sexta-feira, 24 de agosto de 2012


E hoje, depois de muito tempo, eu resolvi voltar a escrever. E já não importa que não tenha sobre o que, ou sobre quem escrever. Escrever sempre foi minha paixão. Paixão essa, que por motivos que não consigo compreender, eu tinha deixado de lado. 

Talvez eu só tenha perdido o jeito. Tanto tempo sem escrever nada, sem colocar no papel todas as historias que eu criava na cabeça antes de dormir deve ter me tirado a pratica. 
Espero que essa não seja mais uma, de muitas tentativas que eu fiz, pra não abandonar o blog. Eu sempre digo que vou começar a escrever de novo, e no final acabo perdendo os escritos ou até mesmo achando-os bobos depois que releio. Não acho um sentido no que leio, como se fosse outra pessoa escrevendo por mim, coisas sem sentido. Ou talvez não haja um objetivo a ser seguido e escrever não precise seguir uma ordem. Você só vai lá, e começa. Sem saber como começar e se terá fim. Talvez eu só precise voltar a tentar, e assim saberei como o fazer. Mesmo sem jeito, mesmo sem manha. 
É, talvez eu tenha voltado a escrever, ou este será mais um dos muitos mini-textos que nunca sairão da minha gaveta. Acho que é isso.