Aos
vinte e poucos anos percebemos que paramos de sair tanto com os amigos e começamos
a perceber muitas coisas sobre nós que até então não sabíamos. Entramos em uma
fase chamada a crise de ¼ da vida. Começamos a nos sentir inseguros, a duvidar de
nossas capacidades. Já não sabemos onde vamos estar daqui a alguns anos.
Começamos a notar que os amigos que cultivamos na adolescência já não são mais
tão amigos assim, cada um seguiu seu rumo, alguns casaram, tiveram filhos,
outros foram embora e você sequer tem mais notícias. Começamos a sentir saudades do tempo da
escola, onde nossa única preocupação era com aquela prova difícil de
matemática, ou se aquela pessoa especial iria para aula naquele dia. Percebemos
que sentimos falta de coisas simples, como dormir na casa de amigas numa noite
de pijamas, ou de passar horas no telefone com aquela amiga/irmã. Notamos que a
perda de contato com algumas pessoas importantes fazem falta. Olhamos para
nossa vida, carreira... E nem de perto parece com aquela que havíamos imaginado.
Eram tempos de sonhar, de pensar grande, de arriscar muito. No entanto a vida
de adulto se mostra assustadora. Percebemos que nossas opiniões se tornaram
mais fortes, que já não nos importamos tanto com o julgamento dos outros. Que a
lista de coisas aceitáveis em nossa vida se tornou bem maior do que o que havíamos
imaginava. Notamos que há um movimento inconstante de segurança/insegurança em
nossas decisões. Rimos e choramos com maior força. Queremos mudar, no entanto a
mudança se torna algo que nos assusta, tentamos nos agarrar ao passado, com
aquela vida boa, mas logo percebemos que ela está longe demais para ser
alcançada. Não há nada para fazer a não ser seguir em frente. Temos nosso
coração quebrado constantemente por pessoas que amávamos, e nos perguntamos
como alguém pode nos causar tanto estrago. Nessa idade dos 20 e poucos alguns
comportamentos se tornam patéticos. Temos medo de arriscar, por que lidar com
erros e fracassos nessa altura da vida já não é mais tão simples. Vivemos podados
pelas regras da sociedade. As pessoas esperam que a gente termine a
universidade, arrume um bom emprego, case, tenha filhos... No entanto, tudo o
que queremos é poder fazer as coisas que fazíamos antes, sem nos preocupar
tanto com o amanhã. Só temos uma vida. Devemos sonhar. Arriscar. Viver de modo
a ser feliz.
Parafraseando
Clarice Lispector: “Sonhe com o que você
quiser. Vá para onde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz”.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz”.
