O relógio marca meia noite e já passava da hora
de dormir. O sono não havia chegado. Os pensamentos não paravam um segundo e
parecia que eu ficaria louca de tanto pensar. Os últimos dias foram confusos.
Recaídas, brigas, afastamento. Não sabia onde isso ia dar. Só sabia que doía.
Mais uma vez, doía. Eu havia prometido pra mim mesma que
respeitaria os meus limites, no entanto, te ver aqui, nossa conexão... tudo era
intenso e naquele momento eu só pensei no quanto te queria. Foi ótimo. Nossa
conexão é algo que não sabia explicar. No entanto, bastava nos afastar
que a autossabotagem falava mais alto. Dificuldade de dialogo sempre foi nosso
problema mesmo. Discutíamos, você se afastava e se fechava. Eu ia atrás e aos
poucos ia quebrando o bloqueio. Ontem não foi diferente. Você se fechou. Hoje eu
tentei. Tentei, mas parei. Estou avaliando os danos. Já nos magoamos muito. Eu
só não queria perder o que a gente tem, parece egoísmo de minha parte tentar manter
alguém assim na minha vida. Parei para pensar. Meus pensamentos estão nebulosos,
como a chuva lá fora. E eu não sei mais que rumo tomar. Eu sou uma navegante
num mar de tempestade, a espera de um farol ou sinal para seguir. Se amar é deixar ir, por que não te deixo? Porque sou egoísta demais e medrosa demais para recomeçar de novo? E de novo? Ou porque no fundo ainda acredito que contigo é o certo? Meus pensamentos estão embalados por uma musica que toca ao fundo me fazendo pensar em você a cada estrofe. Eu só queria um sinal. Pra onde ir? O que fazer? Deixar fluir? Se te perder? Eu já perdi? Preciso sair de cena? Não sei como responder e nunca saberei. Decide ai e me deixa saber também.