domingo, 14 de novembro de 2021

Sobre a brevidade da vida


A verdade é que eu não ia escrever nada. Tudo já foi dito. Muitas pessoas já trouxeram suas reflexões e inclusive li algumas muito bonitas. Mas aqui, deitada pra dormir, sem sono, resolvi também fazer o meu desabafo.

Esse ano foi muito difícil. Tivemos muitas perdas. Sentimos muito medo. Sofremos tudo o que poderíamos sofrer. E quando achávamos que as coisas iriam melhores, quando começamos a ver uma luz no fim do túnel, fomos tomados novamente por um sentimento de perda.

Todo mundo perdeu. O Brasil perdeu. Você perdeu. Eu, com certeza, perdi.

Não estou aqui apenas para falar sobre a partida breve da Marília Mendonça, mas para trazer luz a uma reflexão que há tempos venho fazendo.

São tempos difíceis pra os sonhadores, não é? A maioria de nós já está desacreditada de melhora. Essa perda da esperança nos causa uma paralisia diante da vida.

A vida é mesmo coisa muito rara, e pensar que ela pode ser breve, faz surgir em nós uma vontade de viver. Uma vontade de aproveitar, de amar, de sentir tudo o que temos que sentir.

Nunca sabemos quando nossa história vai chegar ao fim. Nunca sabemos qual será nosso dia. Pode demorar muito ou nossa passagem aqui pode ser breve.

Não temos como medir.

Mas temos como viver.

Viver uma vida sem medos, sem apegos a negatividade. Precisamos aprender a abandonar cargas emocionais negativas.

Chegou a hora de começarmos a viver uma vida que vale a pena ser vivida.

Se sua estrada tiver chegado no final, você fez tudo o que queria ter feito?

Eu refleti que ainda não. E entrei em um acordo comigo para nunca mais deixar de ser autêntica com meus desejos e sentimentos. Não deixar de assumir meus erros e mudar.

Fiz uma promessa: sempre me colocar em primeiro lugar. E não aceitar menos do que o que eu mereço.

Prometi a mim mesma sempre estar perto das pessoas que eu amo. E não deixar nada e nem ninguém, me fazer duvidar de minha força. 

Não sei qual é o plano da vida e/ou de Deus pra mim. Mas não quero ter passado nessa vida em vão!

E você? Tem vivido uma vida que vale a pena ser vivida?


Eu não sou uma amiga boa para todas as horas


Sou chata as vezes. Posso ser muito metódica e, as vezes, até mesmo inflexível.

Mas sou uma amiga boa. Ou pelo menos acho que sim. Não sou falsa e sempre vou ser sincera com meus amigos. Ou estou contigo ou não estou.

Mas não sou uma amiga que cumpre todas as funções. Não mesmo. 

Eu não sou amiga boa pra rolê, tenho muitos horários e sou cansada demais pra tá naquela festa as 03 horas da manhã. Não gosto. Não vou. 

Mas sou amiga para algumas outras coisas. Tenho algumas habilidades, mas não tenho todas as habilidades.

Sou uma boa amiga pra conversar, pra sair pra tomar um café, pra ouvir. Pra jogar uma dama. Pra ver um filme. Pra te ajudar!

Já tive a necessidade de ser uma amiga para todas as horas. Hoje entendo que não sou. E tá tudo bem não ser.

Não me cobro mais por isso.

Sou meio séria as vezes. E dizem que sou muito literal. Mas não acho que isso seja algo tão ruim assim.

Na verdade já tentei muito mudar e me adaptar, mas hoje eu só me aceito e me acolho. E tá tudo bem.

Quero que as pessoas me aceitem como eu sou e não como elas querem que eu seja. 

E eu sou assim.