domingo, 9 de agosto de 2020

Sinais

Solitária Fotografias de Banco de Imagens, Imagens Livres de ... Eu não costumo encarar muitas coisas como sinais. Você sabe como sou cética as vezes. Mas hoje foi diferente. Não sei se por eu estar diferente ou apenas porque foi algo muito simbólico.
Era apenas uma lembrança de algo muito bonito e que foi guardado comigo para que eu não esquecesse. Hoje eu peguei, acidentalmente, o livro que eu guardei tal lembrança. Sem notar que ainda guardava ali, vi tudo se esfarelar. Parecia que eu realmente precisava pegar aquilo e entender de uma vez por todas que não há mais o que guardar. As lembranças sempre vão existir, mas não posso ser cruel comigo e acumular gatilhos físicos. 
Sei que o que vivemos foi louco, insano, apaixonante. Mas acabou. O ciclo fechou. As coisas tem finais. As vezes não tão felizes como gostaríamos, mas tudo tem seu final. 
Havia muitos sinais que isso era loucura, e que a probabilidade de dar certo era nula. Nunca daria certo, certo? 
Mas seguimos, inebriados pelas emoções. Viciados na adrenalina que aquela situação nos causava. 
Ignoramos os sinais.
Nós Tentamos
Nos magoamos
Nos perdoamos 
Nos reaproximamos...
Nos afastamos
E nos perdemos! 

Tudo porque ignoramos os sinais. 

domingo, 14 de junho de 2020

Decide ai!


Chove lá fora, aqui dentro tempestade. | Vista da janela, Janelas ...O relógio marca meia noite e já passava da hora de dormir. O sono não havia chegado. Os pensamentos não paravam um segundo e parecia que eu ficaria louca de tanto pensar. Os últimos dias foram confusos. Recaídas, brigas, afastamento. Não sabia onde isso ia dar. Só sabia que doía. Mais uma vez, doía.  Eu havia prometido pra mim mesma que respeitaria os meus limites, no entanto, te ver aqui, nossa conexão... tudo era intenso e naquele momento eu só pensei no quanto te queria. Foi ótimo. Nossa conexão é algo que não sabia explicar. No entanto, bastava nos afastar que a autossabotagem falava mais alto. Dificuldade de dialogo sempre foi nosso problema mesmo. Discutíamos, você se afastava e se fechava. Eu ia atrás e aos poucos ia quebrando o bloqueio. Ontem não foi diferente. Você se fechou. Hoje eu tentei. Tentei, mas parei. Estou avaliando os danos. Já nos magoamos muito. Eu só não queria perder o que a gente tem, parece egoísmo de minha parte tentar manter alguém assim na minha vida. Parei para pensar. Meus pensamentos estão nebulosos, como a chuva lá fora. E eu não sei mais que rumo tomar. Eu sou uma navegante num mar de tempestade, a espera de um farol ou sinal para seguir.  
Se amar é deixar ir, por que não te deixo? Porque sou egoísta demais e medrosa demais para recomeçar de novo? E de novo? Ou porque no fundo ainda acredito que contigo é o certo? Meus pensamentos estão embalados por uma musica que toca ao fundo me fazendo pensar em você a cada estrofe. Eu só queria um sinal. Pra onde ir? O que fazer? Deixar fluir? Se te perder? Eu já perdi? Preciso sair de cena? Não sei como responder e nunca saberei. Decide ai e me deixa saber também.

domingo, 5 de janeiro de 2020

Sonho estranho


Eu estava numa espécie de festa. Muita gente no local. Algumas pessoas conhecidas minhas, mas oficialmente eu estava sozinha. Estava bebendo, mas totalmente consciente de tudo. E ai eu vi você. Com uma roda de amigos. Você me notou também e veio falar comigo. Nos abraçamos, trocando algumas informações e você me chamou pra ir sentar com sua galera. Meio tímida, mas eu fui. Conhecia alguns dali, inclusive. As horas passaram rápido, eu estava prestes a ir pra casa. E você disse que iria ainda procurar uma pousada. Ofereci minha casa para hospedar todo mundo e você falou que todos estavam com seus quartos reservados já, e que você havia decidido viajar em cima da hora.  Voltei a convidar, dessa vez apenas você, para ficar lá em casa. Havia espaço. Você titubeou, mas aceitou. Chegando em casa, que alias era bem perto de onde acontecida a festa, deixei você organizando suas coisas e fui na casa da minha mãe buscar algo... Não lembro bem o que era. Quando voltei, disse que eu ficaria no quarto de hospedes e você no meu, que era o mais confortável. Você veementemente negou. Continue a insistir e para que todo mundo ficasse confortável, chegamos ao consenso de ficarmos no meu quarto. Aliás, a cama era enorme. Ficamos cada qual no seu lado da cama, conversando sobre trivialidades. Aquilo era estranho e muito familiar ao mesmo tempo. Faltava-me palavras. E eu nunca fico sem palavras. Você me agradeceu pelo convite e eu disse que não podia ser diferente. Ficamos nos olhando um tempo. Seu cheiro era o meu favorito do mundo e perfumou todo o ambiente. Falei que sentia falta de você e você disse que também sentia, mas que havia sido melhor assim. Você passou a mão em meu rosto e subitamente eu dei um beijo suave em seus lábios.  Aquilo foi surpresa até pra mim, e você rapidamente se afastou. Eu pedi desculpas e você falou que tava tudo bem. Então viramos e fomos dormir. Fiquei meditando durante alguns minutos e peguei no sono. Estava cansada do dia, da festa e tudo mais. Acordei lá pelas 05h00min, de forma abrupta. Me acalmei quando senti seus braços envolta do meu corpo. Estávamos dormindo num abraço e eu simplesmente me senti em casa. Eu realmente sentia falta disso. Você estava balbuciando algumas coisas e eu não conseguia entender. Eram palavras soltas, meu nome, apelidos, como em uma narrativa irracional de algo. E você soltou um ‘eu te amo’. Eu sorri, me aproximei mais do seu ouvido e falei ‘eu também te amo’. Aninhei-me em seu peito. Meu coração foi aquietando as batidas e logo peguei novamente no sono. Ao acordar, passei a mão pela cama e você não estava mais lá. O seu cheiro havia ido embora. Procurei pelo apartamento. Nenhum sinal. Tinha sido um sonho. Um estranho e familiar sonho. E então eu voltei pra minha realidade.