domingo, 5 de janeiro de 2020

Sonho estranho


Eu estava numa espécie de festa. Muita gente no local. Algumas pessoas conhecidas minhas, mas oficialmente eu estava sozinha. Estava bebendo, mas totalmente consciente de tudo. E ai eu vi você. Com uma roda de amigos. Você me notou também e veio falar comigo. Nos abraçamos, trocando algumas informações e você me chamou pra ir sentar com sua galera. Meio tímida, mas eu fui. Conhecia alguns dali, inclusive. As horas passaram rápido, eu estava prestes a ir pra casa. E você disse que iria ainda procurar uma pousada. Ofereci minha casa para hospedar todo mundo e você falou que todos estavam com seus quartos reservados já, e que você havia decidido viajar em cima da hora.  Voltei a convidar, dessa vez apenas você, para ficar lá em casa. Havia espaço. Você titubeou, mas aceitou. Chegando em casa, que alias era bem perto de onde acontecida a festa, deixei você organizando suas coisas e fui na casa da minha mãe buscar algo... Não lembro bem o que era. Quando voltei, disse que eu ficaria no quarto de hospedes e você no meu, que era o mais confortável. Você veementemente negou. Continue a insistir e para que todo mundo ficasse confortável, chegamos ao consenso de ficarmos no meu quarto. Aliás, a cama era enorme. Ficamos cada qual no seu lado da cama, conversando sobre trivialidades. Aquilo era estranho e muito familiar ao mesmo tempo. Faltava-me palavras. E eu nunca fico sem palavras. Você me agradeceu pelo convite e eu disse que não podia ser diferente. Ficamos nos olhando um tempo. Seu cheiro era o meu favorito do mundo e perfumou todo o ambiente. Falei que sentia falta de você e você disse que também sentia, mas que havia sido melhor assim. Você passou a mão em meu rosto e subitamente eu dei um beijo suave em seus lábios.  Aquilo foi surpresa até pra mim, e você rapidamente se afastou. Eu pedi desculpas e você falou que tava tudo bem. Então viramos e fomos dormir. Fiquei meditando durante alguns minutos e peguei no sono. Estava cansada do dia, da festa e tudo mais. Acordei lá pelas 05h00min, de forma abrupta. Me acalmei quando senti seus braços envolta do meu corpo. Estávamos dormindo num abraço e eu simplesmente me senti em casa. Eu realmente sentia falta disso. Você estava balbuciando algumas coisas e eu não conseguia entender. Eram palavras soltas, meu nome, apelidos, como em uma narrativa irracional de algo. E você soltou um ‘eu te amo’. Eu sorri, me aproximei mais do seu ouvido e falei ‘eu também te amo’. Aninhei-me em seu peito. Meu coração foi aquietando as batidas e logo peguei novamente no sono. Ao acordar, passei a mão pela cama e você não estava mais lá. O seu cheiro havia ido embora. Procurei pelo apartamento. Nenhum sinal. Tinha sido um sonho. Um estranho e familiar sonho. E então eu voltei pra minha realidade.

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