Eu estava numa espécie de festa. Muita gente no local. Algumas
pessoas conhecidas minhas, mas oficialmente eu estava sozinha. Estava bebendo,
mas totalmente consciente de tudo. E ai eu vi você. Com uma roda de amigos. Você
me notou também e veio falar comigo. Nos abraçamos, trocando algumas
informações e você me chamou pra ir sentar com sua galera. Meio tímida, mas eu
fui. Conhecia alguns dali, inclusive. As horas passaram rápido, eu estava
prestes a ir pra casa. E você disse que iria ainda procurar uma pousada. Ofereci
minha casa para hospedar todo mundo e você falou que todos estavam com seus
quartos reservados já, e que você havia decidido viajar em cima da hora. Voltei a convidar, dessa vez apenas você, para
ficar lá em casa. Havia espaço. Você titubeou, mas aceitou. Chegando em casa,
que alias era bem perto de onde acontecida a festa, deixei você organizando
suas coisas e fui na casa da minha mãe buscar algo... Não lembro bem o que era.
Quando voltei, disse que eu ficaria no quarto de hospedes e você no meu, que
era o mais confortável. Você veementemente negou. Continue a insistir e para
que todo mundo ficasse confortável, chegamos ao consenso de ficarmos no meu
quarto. Aliás, a cama era enorme. Ficamos cada qual no seu lado da cama,
conversando sobre trivialidades. Aquilo era estranho e muito familiar ao mesmo
tempo. Faltava-me palavras. E eu nunca fico sem palavras. Você me agradeceu
pelo convite e eu disse que não podia ser diferente. Ficamos nos olhando um
tempo. Seu cheiro era o meu favorito do mundo e perfumou todo o ambiente. Falei
que sentia falta de você e você disse que também sentia, mas que havia sido
melhor assim. Você passou a mão em meu rosto e subitamente eu dei um beijo
suave em seus lábios. Aquilo foi
surpresa até pra mim, e você rapidamente se afastou. Eu pedi desculpas e você
falou que tava tudo bem. Então viramos e fomos dormir. Fiquei meditando durante
alguns minutos e peguei no sono. Estava cansada do dia, da festa e tudo mais. Acordei
lá pelas 05h00min, de forma abrupta. Me acalmei quando senti seus braços
envolta do meu corpo. Estávamos dormindo num abraço e eu simplesmente me senti
em casa. Eu realmente sentia falta disso. Você estava balbuciando algumas
coisas e eu não conseguia entender. Eram palavras soltas, meu nome, apelidos,
como em uma narrativa irracional de algo. E você soltou um ‘eu te amo’. Eu sorri,
me aproximei mais do seu ouvido e falei ‘eu também te amo’. Aninhei-me em seu
peito. Meu coração foi aquietando as batidas e logo peguei novamente no sono. Ao
acordar, passei a mão pela cama e você não estava mais lá. O seu cheiro havia
ido embora. Procurei pelo apartamento. Nenhum sinal. Tinha sido um sonho. Um estranho
e familiar sonho. E então eu voltei pra minha realidade. domingo, 5 de janeiro de 2020
Sonho estranho
Eu estava numa espécie de festa. Muita gente no local. Algumas
pessoas conhecidas minhas, mas oficialmente eu estava sozinha. Estava bebendo,
mas totalmente consciente de tudo. E ai eu vi você. Com uma roda de amigos. Você
me notou também e veio falar comigo. Nos abraçamos, trocando algumas
informações e você me chamou pra ir sentar com sua galera. Meio tímida, mas eu
fui. Conhecia alguns dali, inclusive. As horas passaram rápido, eu estava
prestes a ir pra casa. E você disse que iria ainda procurar uma pousada. Ofereci
minha casa para hospedar todo mundo e você falou que todos estavam com seus
quartos reservados já, e que você havia decidido viajar em cima da hora. Voltei a convidar, dessa vez apenas você, para
ficar lá em casa. Havia espaço. Você titubeou, mas aceitou. Chegando em casa,
que alias era bem perto de onde acontecida a festa, deixei você organizando
suas coisas e fui na casa da minha mãe buscar algo... Não lembro bem o que era.
Quando voltei, disse que eu ficaria no quarto de hospedes e você no meu, que
era o mais confortável. Você veementemente negou. Continue a insistir e para
que todo mundo ficasse confortável, chegamos ao consenso de ficarmos no meu
quarto. Aliás, a cama era enorme. Ficamos cada qual no seu lado da cama,
conversando sobre trivialidades. Aquilo era estranho e muito familiar ao mesmo
tempo. Faltava-me palavras. E eu nunca fico sem palavras. Você me agradeceu
pelo convite e eu disse que não podia ser diferente. Ficamos nos olhando um
tempo. Seu cheiro era o meu favorito do mundo e perfumou todo o ambiente. Falei
que sentia falta de você e você disse que também sentia, mas que havia sido
melhor assim. Você passou a mão em meu rosto e subitamente eu dei um beijo
suave em seus lábios. Aquilo foi
surpresa até pra mim, e você rapidamente se afastou. Eu pedi desculpas e você
falou que tava tudo bem. Então viramos e fomos dormir. Fiquei meditando durante
alguns minutos e peguei no sono. Estava cansada do dia, da festa e tudo mais. Acordei
lá pelas 05h00min, de forma abrupta. Me acalmei quando senti seus braços
envolta do meu corpo. Estávamos dormindo num abraço e eu simplesmente me senti
em casa. Eu realmente sentia falta disso. Você estava balbuciando algumas
coisas e eu não conseguia entender. Eram palavras soltas, meu nome, apelidos,
como em uma narrativa irracional de algo. E você soltou um ‘eu te amo’. Eu sorri,
me aproximei mais do seu ouvido e falei ‘eu também te amo’. Aninhei-me em seu
peito. Meu coração foi aquietando as batidas e logo peguei novamente no sono. Ao
acordar, passei a mão pela cama e você não estava mais lá. O seu cheiro havia
ido embora. Procurei pelo apartamento. Nenhum sinal. Tinha sido um sonho. Um estranho
e familiar sonho. E então eu voltei pra minha realidade.
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