terça-feira, 11 de setembro de 2012


Enquanto o sol se escondia, eles ficavam lá, sentados na areia deixando o tempo passar. E passava rápido. Apesar de terem muita coisa pra falar, eles não se encaravam, optando por só curtir a presença um do outro. A noite já começava a aparecer e sem a menor pressa de ir embora, observavam as primeiras estrelas no céu. A noite prometia ser linda, com uma lua grande e brilhante. Ele abruptamente se levanta e a convida a fazer o mesmo, que faz cara feia, ao ter que abandonar seu confortável lugar. Eles eram melhores amigos há muito tempo. E há muito tempo gostavam. Porém, o medo de estragar a amizade impedida os dois de falar alguma coisa. Mas guardar esse sentimento não estava sendo bom pra nenhum. Começaram a caminhar perto da água, molhando os pés descalços, vez ou outra os olhares se cruzando. De repente, ele parou, e a segurou pela mão, fazendo com que ela ficasse de frente pra ele. Olhou para ele surpreendida, e quando pensou em falar algo, ele a beijou, timidamente, e seu coração ficou acelerado. Ela foi pega de surpresa, e permaneceu parada por algum tempo. Ele vagarosamente se separa dela e a observa com um olhar interrogativo, se perguntando em o que estaria pensando. Olha pra baixo, desolado, achando que estragou tudo. Ela levanta a mão, e acaricia o rosto dele, que volta a encara-la. Então ela sorri. Aquele sorriso que ele tanto adorava. E já não precisava falar nada. O sentimento é mútuo e a compreensão também. Ela se aproxima dele, joga os braços em torno do seu pescoço, fica de ponta de pé, e sussurra em seu ouvido: ‘esperei a vida inteira por isso’. Então, eles se beijam, só com a lua como testemunha. 

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