domingo, 14 de junho de 2020

Decide ai!


Chove lá fora, aqui dentro tempestade. | Vista da janela, Janelas ...O relógio marca meia noite e já passava da hora de dormir. O sono não havia chegado. Os pensamentos não paravam um segundo e parecia que eu ficaria louca de tanto pensar. Os últimos dias foram confusos. Recaídas, brigas, afastamento. Não sabia onde isso ia dar. Só sabia que doía. Mais uma vez, doía.  Eu havia prometido pra mim mesma que respeitaria os meus limites, no entanto, te ver aqui, nossa conexão... tudo era intenso e naquele momento eu só pensei no quanto te queria. Foi ótimo. Nossa conexão é algo que não sabia explicar. No entanto, bastava nos afastar que a autossabotagem falava mais alto. Dificuldade de dialogo sempre foi nosso problema mesmo. Discutíamos, você se afastava e se fechava. Eu ia atrás e aos poucos ia quebrando o bloqueio. Ontem não foi diferente. Você se fechou. Hoje eu tentei. Tentei, mas parei. Estou avaliando os danos. Já nos magoamos muito. Eu só não queria perder o que a gente tem, parece egoísmo de minha parte tentar manter alguém assim na minha vida. Parei para pensar. Meus pensamentos estão nebulosos, como a chuva lá fora. E eu não sei mais que rumo tomar. Eu sou uma navegante num mar de tempestade, a espera de um farol ou sinal para seguir.  
Se amar é deixar ir, por que não te deixo? Porque sou egoísta demais e medrosa demais para recomeçar de novo? E de novo? Ou porque no fundo ainda acredito que contigo é o certo? Meus pensamentos estão embalados por uma musica que toca ao fundo me fazendo pensar em você a cada estrofe. Eu só queria um sinal. Pra onde ir? O que fazer? Deixar fluir? Se te perder? Eu já perdi? Preciso sair de cena? Não sei como responder e nunca saberei. Decide ai e me deixa saber também.

domingo, 5 de janeiro de 2020

Sonho estranho


Eu estava numa espécie de festa. Muita gente no local. Algumas pessoas conhecidas minhas, mas oficialmente eu estava sozinha. Estava bebendo, mas totalmente consciente de tudo. E ai eu vi você. Com uma roda de amigos. Você me notou também e veio falar comigo. Nos abraçamos, trocando algumas informações e você me chamou pra ir sentar com sua galera. Meio tímida, mas eu fui. Conhecia alguns dali, inclusive. As horas passaram rápido, eu estava prestes a ir pra casa. E você disse que iria ainda procurar uma pousada. Ofereci minha casa para hospedar todo mundo e você falou que todos estavam com seus quartos reservados já, e que você havia decidido viajar em cima da hora.  Voltei a convidar, dessa vez apenas você, para ficar lá em casa. Havia espaço. Você titubeou, mas aceitou. Chegando em casa, que alias era bem perto de onde acontecida a festa, deixei você organizando suas coisas e fui na casa da minha mãe buscar algo... Não lembro bem o que era. Quando voltei, disse que eu ficaria no quarto de hospedes e você no meu, que era o mais confortável. Você veementemente negou. Continue a insistir e para que todo mundo ficasse confortável, chegamos ao consenso de ficarmos no meu quarto. Aliás, a cama era enorme. Ficamos cada qual no seu lado da cama, conversando sobre trivialidades. Aquilo era estranho e muito familiar ao mesmo tempo. Faltava-me palavras. E eu nunca fico sem palavras. Você me agradeceu pelo convite e eu disse que não podia ser diferente. Ficamos nos olhando um tempo. Seu cheiro era o meu favorito do mundo e perfumou todo o ambiente. Falei que sentia falta de você e você disse que também sentia, mas que havia sido melhor assim. Você passou a mão em meu rosto e subitamente eu dei um beijo suave em seus lábios.  Aquilo foi surpresa até pra mim, e você rapidamente se afastou. Eu pedi desculpas e você falou que tava tudo bem. Então viramos e fomos dormir. Fiquei meditando durante alguns minutos e peguei no sono. Estava cansada do dia, da festa e tudo mais. Acordei lá pelas 05h00min, de forma abrupta. Me acalmei quando senti seus braços envolta do meu corpo. Estávamos dormindo num abraço e eu simplesmente me senti em casa. Eu realmente sentia falta disso. Você estava balbuciando algumas coisas e eu não conseguia entender. Eram palavras soltas, meu nome, apelidos, como em uma narrativa irracional de algo. E você soltou um ‘eu te amo’. Eu sorri, me aproximei mais do seu ouvido e falei ‘eu também te amo’. Aninhei-me em seu peito. Meu coração foi aquietando as batidas e logo peguei novamente no sono. Ao acordar, passei a mão pela cama e você não estava mais lá. O seu cheiro havia ido embora. Procurei pelo apartamento. Nenhum sinal. Tinha sido um sonho. Um estranho e familiar sonho. E então eu voltei pra minha realidade.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Fragmento de Clarice


"Já que não tinha sono, foi à cozinha esquentar o café. Pôs açúcar demais na xícara e o café ficou horrível. Isto levou-a a uma realidade mais cotidiana. Descansou um pouco de ser. Ouvia o barulho das ondas do mar de Ipanema se quebrando na praia. Era uma noite diferente, porque enquanto Lóri pensava e duvidava, os outros estavam dormindo. Foi à janela, olhou a rua com seus raros postes de iluminação e o cheiro mais forte do mar. Estava escuro para Lóri. Tão escuro. Pensou em diversas coisas: estavam dormindo ou se divertindo. Algumas estavam tomando uísque. Seu café então se transformou em mais adocicado ainda, em mais impossível ainda. E a escuridão dos solitários se tornou tão maior. Estava caindo numa tristeza sem dor. Não era mau. Fazia parte, com certeza. No dia seguinte provavelmente teria alguma alegria, também sem grandes êxtases, só um pouco de alegria, e isto também não será mau. Era assim que ela tentava compactuar com a mediocridade de viver."


Trecho do livro Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres” – Clarice Lispector

domingo, 29 de janeiro de 2017

O último capítulo

Mais uma taça de vinho. Um gosto suave, uma bebida quente que já estava me deixando bem alegre. As coisas já estavam ficando turvas por aqui... Uma lua crescente, um bom vinho e boas lembranças. Algo melhor pra uma noite sozinha? Realmente não. Eu tinha tudo o que precisava pra terminar de escrever meu livro.
Só precisava de um pouco de espaço, pensei comigo mesma. Tudo bem que a maneira que eu havia pedido isso pra ele não havia ficado clara. Parecia que eu estava me despedindo, quando na verdade eu só havia informado que ia passar duas semanas fora. Viajei na segunda e hoje já era sexta à noite. Diferentemente do que eu pensava, não consegui escrever nenhuma linha. Mas em compensação já havia derrubado quase todo o estoque de vinho que havia trazido.
Eu sentia falta dele tirando minha concentração. Sentia falta dele me chamando pra deitar quando via que já era tarde e eu estava acordada e escrevendo. Queria mesmo que ele estivesse aqui comigo pra me fazer aquela massagem relaxante que só ele sabia fazer.
O único grande problema é que eu estava numa cabana, há quilômetros de distancia da civilização. Não, na verdade o único grande problema é que ele ficou bem bravo com essa minha viagem. Pensei em ligar e dizer pra ele que estava voltando e que estava com saudades, mas fiquei com medo de como ele reagiria a isso.
Apenas continuei bebendo meu vinho. Havia decidido ir embora amanhã bem cedo, mesmo que o aluguel ainda se estendesse por mais uma semana. Dei mais um gole e tomei coragem de fazer a ligação. Primeiro toque, nada. Segundo toque... nada de novo. “O telefone chamado encontra-se desligado para deixar uma mensa...” Derrubei a ligação. Péssima ideia essa. Decidi não pensar muito sobre isso.
O relógio da parede da sala sinalizava que já eram 9 horas da noite. Aquele silêncio ensurdecedor estava deveras me angustiando. Caminhei até a estante da sala, peguei um dos muitos CDs que havia trazido. Decidi optar por Engenheiros do Havaí, as letras de Humberto sempre me inspiraram muito.
Voltei pra minha escrivaninha e tentei me focar na história de minha personagem e esquecer um pouco da minha. Nada me veio à mente. Parecia que meu sistema tinha dado uma pane.
Eu resolvi não insistir. Peguei o celular e comecei a ver as fotos antigas. Sem que eu me desse conta, as lágrimas estavam descendo em meu rosto. Apenas sorri para a última foto que havíamos tirado juntos. E mais uma vez senti um aperto no peito.
Escuto a campainha tocar. O que me deixou bem assustada e com medo. Pelo o que eu sabia, ninguém vem até essa cabana e o ponto mais próximo fica em média há 20 minutos. Apesar de saber que a casa era 100% segura, me senti vulnerável. A campainha toca novamente.
Nesse instante meu celular começa a tocar. Olho para tela e vejo que era ele ligando. Ótimo, pelo menos vou falar que tem alguém querendo entrar.
“Amor?” – eu disse assustada.
“Eu vim em missão de paz, trouxe chocolate, vinhos e filmes românticos” – falou em tom apelativo.
E aquela era a coisa que eu mais quis ouvir durante esses dias. Corri até a porta e quando abri, meu coração se encheu de paz. Corri para seus braços, te dando um beijo. Ele soltou as sacolas que estava nas mãos e me levantou enquanto correspondia com ardor meu beijo.
“Que saudade que eu estava de você” – Falei quando finalmente nos afastamos. Fiquei envolvida em seus braços por alguns instantes, apenas sentido o calor de seu corpo e o cheiro que dele emanava.
“Também senti saudades, pequena”. Disse ele, enquanto beijava minha cabeça.
Puxei ele pra dentro com todas aquelas sacolas e uma mala. E nos sentamos no sofá de frente um pro outro. Antes que eu pudesse falar algo ele começou.
“Eu vi para passar o resto dos dias com você, e não quero discutir sobre isso”. Disse, me olhando firme.
“Eu achei uma ótima ideia. E de maneira nenhuma quero discutir sobre isso. Apenas fica aqui comigo, tirando minha concentração, cuidando de mim, me olhando com essa cara de bobo que você sempre me olha quando acha que eu estou fazendo alguma coisa inteligente. Apenas me deixa sentir seu cheiro e seu abraço quentinho. E por favor, me beija”. – Eu disse, enquanto ele me olhava com a cabeça levemente inclinada para a direita e aquele sorriso no canto da boca que eu tanto amava.
“Seu pedido é uma ordem, meu amor”. Ele me beijou. E ficamos nos curtindo durante muito tempo. Ele começou a mexer no meu cabelo, pois sabia que aquilo meu acalmava.
Aquele era meu lugar. Aquele era o abraço mais reconfortante do mundo e de onde eu não queria sair nunca mais. Fechei meus olhos e acho que adormeci em seus braços. Acordei com o sol entrando pela janela do quarto. E senti aqueles braços envoltos ao meu corpo. Eu não poderia estar mais completa.
Ao acordar, eu me dei conta que já tinha um desfecho perfeito para o meu livro. Como pudera não ter pensado nisso antes? Era tão lógico e fazia todo o sentido.
Sutilmente retirei o braço dele de cima de mim, com cuidado para não acorda-lo. Tomei um banho e fui fazer um café. Enquanto sentia o cheiro forte do café, eu ia escrevendo e finalizando mais um dos meus livros. Eu me sentia feliz e plena. Apesar do medo que havia sentido ontem, o destino tinha me surpreendido mais uma vez.
Eu não podia deixar de sorrir de mim mesma. Aquela viagem, aqueles dias de ausência, aquela saudade, no fundo tinham me ajudado a ver a minha vida com outros olhos.
Ao passo que finalizava o livro, também escrevia mais um capítulo de minha vida.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Mais uma noite

O despertador marcava pouco mais de 2 horas da manhã. Até agora não conseguira dormir. Pensava que deveria ligar pra ele e falar que sentia saudade. Muita saudade. Que todo aquele tempo longe só serviu para ela ter certeza que era ele que ela amava. Olhou o visou do celular, na tentativa de criar coragem. Sabia que muita coisa havia mudado e que ele tinha seguido em frente como ela havia aconselhado anteriormente. Mas ela não tinha seguido em frente. Tentou conhecer outras pessoas, tentou curtir a vida longe dele e de todo aquele sentimento. Por vezes achava que tinha conseguido superar. Mas era sua lembrança que te fazia perder as noites de sono. Era o cheiro amadeirado do seu perfume que fez falta no travesseiro nas noites frias de chuva. Sentia falta daquele psiciano sensível e sonhador, que a fazia acreditar em destinos e amor a primeira vista. Queria ter coragem para discar o número dele e falar tudo o que tinha guardado durante esses últimos meses. Sabia que estava se tornando nocivo para ela guardar tudo aquilo. No entanto, tudo o que fez foi abrir mais uma garrafa de vinho e colocar para tocar a música tema do romance deles, como ele carinhosamente havia batizado. A música “Oh, Darling- The Beatles” embalava mais uma vez aquela noite triste. E ela conseguia imaginar ele cantando em seu ouviu. Mal sabia ele o quanto agora a estava machucando. Só conseguia pensar em como queria que parasse de doer. E quanto tempo ia passar pra deixar de sentir.


Oh, Darling. Please believe me, i'll never do you no harm. Believe me when I tell you. I'll never do you no harm”.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

A crise do 20 e tantos anos

Aos vinte e poucos anos percebemos que paramos de sair tanto com os amigos e começamos a perceber muitas coisas sobre nós que até então não sabíamos. Entramos em uma fase chamada a crise de ¼ da vida. Começamos a nos sentir inseguros, a duvidar de nossas capacidades. Já não sabemos onde vamos estar daqui a alguns anos. Começamos a notar que os amigos que cultivamos na adolescência já não são mais tão amigos assim, cada um seguiu seu rumo, alguns casaram, tiveram filhos, outros foram embora e você sequer tem mais notícias.  Começamos a sentir saudades do tempo da escola, onde nossa única preocupação era com aquela prova difícil de matemática, ou se aquela pessoa especial iria para aula naquele dia. Percebemos que sentimos falta de coisas simples, como dormir na casa de amigas numa noite de pijamas, ou de passar horas no telefone com aquela amiga/irmã. Notamos que a perda de contato com algumas pessoas importantes fazem falta. Olhamos para nossa vida, carreira... E nem de perto parece com aquela que havíamos imaginado. Eram tempos de sonhar, de pensar grande, de arriscar muito. No entanto a vida de adulto se mostra assustadora. Percebemos que nossas opiniões se tornaram mais fortes, que já não nos importamos tanto com o julgamento dos outros. Que a lista de coisas aceitáveis em nossa vida se tornou bem maior do que o que havíamos imaginava. Notamos que há um movimento inconstante de segurança/insegurança em nossas decisões. Rimos e choramos com maior força. Queremos mudar, no entanto a mudança se torna algo que nos assusta, tentamos nos agarrar ao passado, com aquela vida boa, mas logo percebemos que ela está longe demais para ser alcançada. Não há nada para fazer a não ser seguir em frente. Temos nosso coração quebrado constantemente por pessoas que amávamos, e nos perguntamos como alguém pode nos causar tanto estrago. Nessa idade dos 20 e poucos alguns comportamentos se tornam patéticos. Temos medo de arriscar, por que lidar com erros e fracassos nessa altura da vida já não é mais tão simples. Vivemos podados pelas regras da sociedade. As pessoas esperam que a gente termine a universidade, arrume um bom emprego, case, tenha filhos... No entanto, tudo o que queremos é poder fazer as coisas que fazíamos antes, sem nos preocupar tanto com o amanhã. Só temos uma vida. Devemos sonhar. Arriscar. Viver de modo a ser feliz.



Parafraseando Clarice Lispector: “Sonhe com o que você quiser. Vá para onde você queira ir.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz”.

sábado, 2 de julho de 2016

A GERAÇÃO DE MULHERES INAMORÁVEIS!


Uma vez, em um bar, ela me disse: “Neste mundo existe pessoas inamoraveis, e eu sou uma delas”…Aquilo me intrigou durante toda a noite, uma palavra fora do dicionário que ela usava para se descrever, e por que? A observei enquanto ela, tímida, finalizava mais um copo de cerveja. Eu estava com ela havia quatro horas, quatro horas onde conversamos sobre filosofia, arte, astrologia, cinema e viagens… Quando ela se dirigia ao garçom o bar inteiro parava para vê-la… Tinha seu carro, sua casa e era do tipo que não dependia de ninguém, então por que pensar assim? Teria ela se fechado?
Ela fez uma cara de entediada e me chamou para caminhar enquanto fumava um cigarro, até a saída sorriu e comprimento todo mundo com aquele jeito sapeca de menina do mundo…
Aquilo tudo era muito pequeno e raso para ela, conclui.
Na rua todos passavam apressados, ela se divertia com os animais abandonados, abaixou e entregou sua garrafa de água pró morador da rua, explicou o endereço de uma balada em alemão para um estrangeiro perdido que agradeceu com um sorriso, comprou chicletes de uma criança
E na minha cabeça só ecoava: inamorável.
Foram horas observando aquela garota, até não me aguentar e voltar no assunto… Eu queria entender melhor, eu queria uma definição como num dicionário. Então ela pegou minha mão e me puxou para um bar onde tocava uma banda de rock, ficou em silêncio por longos 30 minutos observando tudo até que disse: – Olhe ao seu redor, estamos já a um tempo aqui. Durante esse tempo por nós passou uma garota chorando por que seu namorado terminou com ela ontem e hoje já está com outra, pois acredita que pessoas são substituíveis… naquela mesa tem 10 pessoas e elas não conversam entre si pois estão nos seus smartphones, talvez aquela garota de vermelho seja a mulher da vida do cara de azul, mas ele nunca saberá pois é orgulhoso demais para tentar. Veja o rapaz de pólo no bar, é o terceiro copo de martini que ele toma olhando pra loira tentando chamar a atenção do vocalista que fingirá que ela não existe por causa da ruiva e da morena que ele pega em dias alternados, e ele não pode ficar mal perante as outras.
Olhe ao seu redor, não fazemos parte disso, não somos rasos, realmente não fazemos parte disso, entramos sem celular na mão, esperando encontrar pessoas legais, com papos legais, com relações reais e voltamos para casa sozinhos, somos invisíveis num mundo de status onde as pessoas não vão te querer por que você mora longe, ou por que não gostam da sua cor de cabelo ou por que você não curte os beatles, acontece tudo tão rápido que as pessoas estão com preguiça de fazer o mínimo de esforço para conhecer realmente alguém e tudo é medido em likes. Eu passo por essa legião como um fantasma pois eles estão ocupados demais para ver quem está redor enquanto procuram alguém no tinder. E eu me importo? Não mais. Sou inamoravel por que não me importo com nada disso.. Nenhum desse status, não ,e importo em quanto tempo levo para conquistar a pessoa, se ela realmente vale a pena, não me importo se terei que atravessar a cidade para vê-la quando tiver saudades e não me importo se ela me presentear com um ingresso pra ir ver o show dos beatles por que é importante para ela mesmo eu detestando a banda. Por que eu sou assim, e se antes era o que procurávamos em alguém, hoje em dia somos considerados inamoraveis por manter o coração e a mente aberta.”
Naquele momento eu a entendi, e me apaixonei pelo mundo dela.

Texto de: Akasha Licourt