Eu segui. Ou pelo menos acho que sim. Algumas lembranças ainda me assolam. Alguns cheiros sempre vão ser gatilhos. Mas eu devia a mim mesma uma tentativa de seguir em frente. Ficar já não era mais uma opção. Não depois de tudo o que foi vivido e dito. Algumas coisas sempre estão aqui. Assim como você. Sim, você sempre fará parte de mim. As lembranças sempre estarão aqui. Não serão esquecidas. Mas serão resignificadas. Mas eu precisei seguir. Pois eu devia essa tentativa a mim mesma. Para onde eu to indo? Ainda não sei. Mas é como dizem, todo passo a diante te leva a algum lugar, e eu preciso ir a algum outro lugar. Porque aqui já não se faz mais morada. E apesar de que por muito tempo fez sentido, hoje já não faz mais. Então tudo que eu posso fazer é continuar, sobretudo, seguindo. Seguindo em frente.
domingo, 16 de maio de 2021
domingo, 9 de agosto de 2020
Sinais
Eu não costumo encarar muitas coisas como sinais. Você sabe como sou cética as vezes. Mas hoje foi diferente. Não sei se por eu estar diferente ou apenas porque foi algo muito simbólico.
Era apenas uma lembrança de algo muito bonito e que foi guardado comigo para que eu não esquecesse. Hoje eu peguei, acidentalmente, o livro que eu guardei tal lembrança. Sem notar que ainda guardava ali, vi tudo se esfarelar. Parecia que eu realmente precisava pegar aquilo e entender de uma vez por todas que não há mais o que guardar. As lembranças sempre vão existir, mas não posso ser cruel comigo e acumular gatilhos físicos.
Sei que o que vivemos foi louco, insano, apaixonante. Mas acabou. O ciclo fechou. As coisas tem finais. As vezes não tão felizes como gostaríamos, mas tudo tem seu final.
Havia muitos sinais que isso era loucura, e que a probabilidade de dar certo era nula. Nunca daria certo, certo?
Mas seguimos, inebriados pelas emoções. Viciados na adrenalina que aquela situação nos causava.
Ignoramos os sinais.
Nós Tentamos
Nos magoamos
Nos perdoamos
Nos reaproximamos...
Nos afastamos
E nos perdemos!
Tudo porque ignoramos os sinais.
domingo, 14 de junho de 2020
Decide ai!
O relógio marca meia noite e já passava da hora
de dormir. O sono não havia chegado. Os pensamentos não paravam um segundo e
parecia que eu ficaria louca de tanto pensar. Os últimos dias foram confusos.
Recaídas, brigas, afastamento. Não sabia onde isso ia dar. Só sabia que doía.
Mais uma vez, doía. Eu havia prometido pra mim mesma que
respeitaria os meus limites, no entanto, te ver aqui, nossa conexão... tudo era
intenso e naquele momento eu só pensei no quanto te queria. Foi ótimo. Nossa
conexão é algo que não sabia explicar. No entanto, bastava nos afastar
que a autossabotagem falava mais alto. Dificuldade de dialogo sempre foi nosso
problema mesmo. Discutíamos, você se afastava e se fechava. Eu ia atrás e aos
poucos ia quebrando o bloqueio. Ontem não foi diferente. Você se fechou. Hoje eu
tentei. Tentei, mas parei. Estou avaliando os danos. Já nos magoamos muito. Eu
só não queria perder o que a gente tem, parece egoísmo de minha parte tentar manter
alguém assim na minha vida. Parei para pensar. Meus pensamentos estão nebulosos,
como a chuva lá fora. E eu não sei mais que rumo tomar. Eu sou uma navegante
num mar de tempestade, a espera de um farol ou sinal para seguir. Se amar é deixar ir, por que não te deixo? Porque sou egoísta demais e medrosa demais para recomeçar de novo? E de novo? Ou porque no fundo ainda acredito que contigo é o certo? Meus pensamentos estão embalados por uma musica que toca ao fundo me fazendo pensar em você a cada estrofe. Eu só queria um sinal. Pra onde ir? O que fazer? Deixar fluir? Se te perder? Eu já perdi? Preciso sair de cena? Não sei como responder e nunca saberei. Decide ai e me deixa saber também.
domingo, 5 de janeiro de 2020
Sonho estranho
Eu estava numa espécie de festa. Muita gente no local. Algumas
pessoas conhecidas minhas, mas oficialmente eu estava sozinha. Estava bebendo,
mas totalmente consciente de tudo. E ai eu vi você. Com uma roda de amigos. Você
me notou também e veio falar comigo. Nos abraçamos, trocando algumas
informações e você me chamou pra ir sentar com sua galera. Meio tímida, mas eu
fui. Conhecia alguns dali, inclusive. As horas passaram rápido, eu estava
prestes a ir pra casa. E você disse que iria ainda procurar uma pousada. Ofereci
minha casa para hospedar todo mundo e você falou que todos estavam com seus
quartos reservados já, e que você havia decidido viajar em cima da hora. Voltei a convidar, dessa vez apenas você, para
ficar lá em casa. Havia espaço. Você titubeou, mas aceitou. Chegando em casa,
que alias era bem perto de onde acontecida a festa, deixei você organizando
suas coisas e fui na casa da minha mãe buscar algo... Não lembro bem o que era.
Quando voltei, disse que eu ficaria no quarto de hospedes e você no meu, que
era o mais confortável. Você veementemente negou. Continue a insistir e para
que todo mundo ficasse confortável, chegamos ao consenso de ficarmos no meu
quarto. Aliás, a cama era enorme. Ficamos cada qual no seu lado da cama,
conversando sobre trivialidades. Aquilo era estranho e muito familiar ao mesmo
tempo. Faltava-me palavras. E eu nunca fico sem palavras. Você me agradeceu
pelo convite e eu disse que não podia ser diferente. Ficamos nos olhando um
tempo. Seu cheiro era o meu favorito do mundo e perfumou todo o ambiente. Falei
que sentia falta de você e você disse que também sentia, mas que havia sido
melhor assim. Você passou a mão em meu rosto e subitamente eu dei um beijo
suave em seus lábios. Aquilo foi
surpresa até pra mim, e você rapidamente se afastou. Eu pedi desculpas e você
falou que tava tudo bem. Então viramos e fomos dormir. Fiquei meditando durante
alguns minutos e peguei no sono. Estava cansada do dia, da festa e tudo mais. Acordei
lá pelas 05h00min, de forma abrupta. Me acalmei quando senti seus braços
envolta do meu corpo. Estávamos dormindo num abraço e eu simplesmente me senti
em casa. Eu realmente sentia falta disso. Você estava balbuciando algumas
coisas e eu não conseguia entender. Eram palavras soltas, meu nome, apelidos,
como em uma narrativa irracional de algo. E você soltou um ‘eu te amo’. Eu sorri,
me aproximei mais do seu ouvido e falei ‘eu também te amo’. Aninhei-me em seu
peito. Meu coração foi aquietando as batidas e logo peguei novamente no sono. Ao
acordar, passei a mão pela cama e você não estava mais lá. O seu cheiro havia
ido embora. Procurei pelo apartamento. Nenhum sinal. Tinha sido um sonho. Um estranho
e familiar sonho. E então eu voltei pra minha realidade. domingo, 5 de fevereiro de 2017
Fragmento de Clarice

domingo, 29 de janeiro de 2017
O último capítulo
Mais uma taça de vinho. Um gosto suave,
uma bebida quente que já estava me deixando bem alegre. As coisas já estavam
ficando turvas por aqui... Uma lua crescente, um bom vinho e boas lembranças. Algo
melhor pra uma noite sozinha? Realmente não. Eu tinha tudo o que precisava pra
terminar de escrever meu livro. sábado, 28 de janeiro de 2017
Mais uma noite
O despertador marcava pouco mais
de 2 horas da manhã. Até agora não conseguira dormir. Pensava que deveria ligar
pra ele e falar que sentia saudade. Muita saudade. Que todo aquele tempo longe só
serviu para ela ter certeza que era ele que ela amava. Olhou o visou do
celular, na tentativa de criar coragem. Sabia que muita coisa havia mudado e
que ele tinha seguido em frente como ela havia aconselhado anteriormente. Mas ela
não tinha seguido em frente. Tentou conhecer outras pessoas, tentou curtir a
vida longe dele e de todo aquele sentimento. Por vezes achava que tinha
conseguido superar. Mas era sua lembrança que te fazia perder as noites de
sono. Era o cheiro amadeirado do seu perfume que fez falta no travesseiro nas
noites frias de chuva. Sentia falta daquele psiciano sensível e sonhador, que a
fazia acreditar em destinos e amor a primeira vista. Queria ter coragem para
discar o número dele e falar tudo o que tinha guardado durante esses últimos meses.
Sabia que estava se tornando nocivo para ela guardar tudo aquilo. No entanto,
tudo o que fez foi abrir mais uma garrafa de vinho e colocar para tocar a
música tema do romance deles, como ele carinhosamente havia batizado. A música “Oh, Darling- The Beatles” embalava mais
uma vez aquela noite triste. E ela conseguia imaginar ele cantando em seu
ouviu. Mal sabia ele o quanto agora a estava machucando. Só conseguia pensar em
como queria que parasse de doer. E quanto tempo ia passar pra deixar de sentir.